Mais de um milhão de pessoas sofrem com a escassez de água potável pela seca que castiga as províncias de Jiangxi e Fujian, no leste da China, informou a agência oficial de notícias Xinhua.Segundo Sun Xiaoshan, vice-diretor do Escritório de Controle de Inundações e Alívio de Secas, apenas em Jiangxi mais de 900 mil pessoas sofrem de escassez de água.Além disso, a seca limitou a provisão normal de algumas zonas rurais, pelo que "os camponeses de distritos como Fengxin Jing'an e Leping se veem obrigados a transportar a água potável em caminhões", acrescentou Sun.O subdiretor do Escritório ressaltou que "a capacidade de limpeza dos próprios rios diminuiu pela drástica queda de volume de água, o que representa um perigo para a saúde pública".Já o governo de Jiangxi intensificou a vigilância e supervisão da qualidade de água e das empresas que poderiam causar contaminação.Sun explicou que os foguetes de ioduro de prata, um agente químico que dispersa hidrogênio --que, ao entrar em contato com o oxigênio do ar gera água-- lançados pelo governo fracassaram, já que existe pouca umidade no ar.A média de temperaturas de setembro foi de 2,5 graus centígrados acima do nível normal, o que igualou o alto registro de 26,7 graus em 1963, ano em que ocorreu uma grave seca, informou a imprensa local.Por outro lado, o segundo maior lago de água doce da China, o Dongting, que abrange as províncias centrais de Hubei e Hunan, se viu reduzido em quase dois terços em apenas 30 dias.Um especialista do Escritório Meteorológico de Hubei atribuiu esta diminuição drástica à persistente seca na região do lag, que sofre com a falta de chuvas desde agosto.No total, a China tem mais de 2.438 quilômetros quadrados de lagos naturais, mas que estão desaparecendo em ritmo acelerado anualmente.