Educação

Exame de história da Direito-GV surpreende pela facilidade; veja o que dizem os especialistas

Da Redação
Em São Paulo

A prova de história da primeira fase do vestibular para o curso de direito da FGV (Fundação Getúlio Vargas), realizada nesta segunda-feira (2), surpreendeu pela facilidade das questões. Segundo professores do curso Etapa e Objetivo, o exame foi bem mais simples do que o do ano anterior.


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Artes e literatura

Em literatura, foram avaliados dois textos, um de Mário de Andrade, em "Macunaíma", e outro de Guimarães Rosa, em "Grande Sertão: Veredas".

"Nem era preciso ter lido as obras", avalia a coordenadora de português do curso Etapa. "O estudante precisava ter conhecimento do conteúdo das obras e fazer uma boa leitura dos textos propostos", afirma.

"Foi uma prova mais moderna do que a do primeiro dia do vestibular. Avaliou bem a capacidade crítica e de reflexão dos estudantes", diz o professor de língua portuguesa do curso e colégio Objetivo, Nelson Dutra.

Em artes, foi pedida a relação entre dois quadros: um de Monet e outro de Pedro Américo. Assim, o estudante tinha de conhecer os movimentos artísticos e elaborar um texto sobre as obras.

Já a pergunta sobre cinema cobrou os filmes "O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias" e "Persépolis". "Os dois tratam de assuntos sob o ponto de vista da criança. O primeiro é sobre a ditadura no Brasil e o segundo, sobre a Revolução Iraniana. Bastava ter visto o filme e feito uma análise, que o aluno ia bem na pergunta", afirma o professor de história do Etapa, Leandro Ciccone

Geografia

A prova de geografia abordou migrações no Brasil, a configuração da África e o comércio internacional na atualidade, com nível de dificuldade médio.

"O exame conseguiu mesclar assuntos clássicos com atualidades. Exigiu domínio do conteúdo programático e também estar conectado com a realidade", afirma o coordenador de geografia do Etapa, Omar Fadil.

"A primeira pergunta foi mais simples; a segunda, com dificuldade mediana; e a terceira, difícil. A última questão é muito boa e consegue pegar o aluno que é atualizado. Pede para correlacionar conhecimento", opina a coordenadora do Objetivo, Vera Lúcia da Costa Antunes

História

"A prova foi muito fácil. Cobrou basicamente história contemporânea e do século 20. Uma questão abordava a primeira guerra mundial, outra a República Velha, com a Era Vargas. Os examinadores não pediram nenhuma comparação maluca nem quesitos ultradetalhistas", avalia o coordenador de história do Objetivo, Daily de Matos.

"A prova, além de muito bem elaborada, teve questões de nível básico. Não foi cobrado nada mais do que os alunos devem saber sobre estes temas. E o espaço para a resposta foi honesto na maior parte das questões", aponta o professor de história do Etapa, Marcelo Adolfi.

Matemática

"O exame teve uma característica bastante forte quanto à interpretação dos enunciados. Os examinadores priorizaram o raciocínio lógico e não se preocuparam muito com tópicos como trigonometria ou números complexos. O exame se aproximou um pouco da prova escrita de economia da própria GV", diz o coordenador de matemática do Etapa, Marcelo Dias Carvalho.

Para o coordenador de matemática do Objetivo, Giuseppe Nobilioni, as três perguntas exigiram conhecimentos básicos de leitura de gráfico e tabelas. Mas ele faz uma crítica a questão C. "Foi mal-apresentada. Tinha de ser enunciada com mais cuidado. Ela fala de calorias, mas na tabela aparecem kcal; dá o leite em mililitros, mas tinha de fornecer em miligramas", aponta.

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