As vendas de produtos brasileiros para os Estados Unidos cresceu 17,6% em outubro em relação ao mês anterior, de acordo com dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Em relação a outubro de 2008, porém, houve uma queda de 30,6%.
Apesar do aumento ante setembro, o secretário Welber Barral disse que o Brasil perdeu espaços que tinha antes da crise em mercados tradicionais como os Estados Unidos e também na América Latina. Um dos motivos para isso foi a apreciação do real, que tornou os produtos brasileiros mais caros.
"O mercado americano agora é muito mais competitivo. Perdemos [mercado] por conta da crise e não estamos conseguindo recuperar de forma acelerada. Uma das razões é câmbio", afirmou.
Segundo Barral, a perda de mercado brasileiro nos Estados Unidos não foi proporcional à sofrida por outros países emergentes. A recuperação no mês de outubro foi puxada principalmente pela venda de combustíveis e máquinas e equipamentos.
"Precisamos investir mais no mercado dos Estados Unidos e aproveitar a recuperação da economia norte-americana", completou.
Já as exportações para a China caíram 19,6% em outubro em relação a setembro. Em relação a outubro do ano passado, houve um aumento de 9,9%.
Para o secretário, os últimos três meses do ano deverão ter desempenho similar aos de outubro e setembro, com aumento contínuo das importações e exportações.
Outubro
A balança comercial do mês de outubro registrou saldo (diferença entre os valores importados e exportados) positivo de US$ 1,328 bilhão e média diária de US$ 63,2 milhões. O valor foi 0,1% menor que o registrado em setembro (média diária de US$ 63,3 milhões) e 4,7% maior que o valor médio de outubro do ano passado (US$ 60,4 milhões).
No mês, as exportações brasileiras alcançaram US$ 14,082 bilhões (média de US$ 670,6 milhões), resultado 1,6% acima da média do mês passado (US$ 660,1 milhões) e 20,3% abaixo das vendas externas no mesmo período de 2008 (média de US$ 841,5 milhões).
As importações fecharam em US$ 12,754 bilhões e média de US$ 607,3 milhões. Pelos mesmos critérios comparativos, foram 1,8% maiores que as importações de setembro de 2009 (US$ 596,9 milhões) e 22,2% menores que as de outubro de 2008 (US$ 781 milhões). A corrente de comércio (soma das exportações com as importações) alcançou US$ 26,836 bilhões (média de US$ 1,278 bilhão).