Brasil

Jobim admite pressão de fornecedores de caças e diz que decisão sai neste ano

O ministro Nelson Jobim (Defesa) afirmou nesta terça-feira que o cronograma para a definição de quem vai fornecer 36 aviões-caça ao Brasil está mantido, apesar das pressões dos governos dos países que abrigam os fabricantes envolvidos na disputa.


Ele reafirmou que espera anunciar o vencedor da licitação até o final do ano. Estão na disputa a francesa Dassault, a sueca Saab e a americana Boeing.


"Sim, de todos [ao ser questionado sobre pressões dos governos envolvidos]. Tudo isso é interesse de Estado, é normal. Como também nós temos interesse de privilegiar os negócios de nossas empresas nacionais. Espero concluir esse ano ainda', declarou, depois de participar de evento na FGV (Fundação Getúlio Vargas), no Rio.


Jobim ressaltou que a Aeronáutica ainda está analisando as propostas apresentadas em setembro.


Sobre o fator político dentro da licitação, Jobim limitou-se a dizer que a questão vai ser examinada. Ele reiterou que quatro fatores serão avaliados: o operacional, a transferência de tecnologia, a capacitação industrial [geração de empregos] e o preço.


"Há muitos detalhes, é uma coisa complexa de se examinar, e vamos fazer de forma adequada", concluiu.